Chamo-me Arménio e sou as mãos por trás da AF Knifeworks.
Tudo começou no início de 2022, no quintal de casa, com uma lima velha e uma fogueira. Não havia oficina nem ferramentas a sério — havia apenas curiosidade e vontade de perceber como um pedaço de aço se transforma numa lâmina que corta.
Os primeiros resultados estavam longe de perfeitos, mas cada tentativa ensinou-me alguma coisa, e o gosto por esta arte só foi crescendo.
Desde então, tem sido um percurso de aprendizagem ao longo dos anos: perceber como cada aço se comporta, dominar o tratamento térmico, afinar a geometria e o desbaste das lâminas, e trabalhar cada vez melhor a madeira, a micarta e o couro.
E esse percurso não terminou. Continuo a estudar, a experimentar e a aperfeiçoar as minhas técnicas de execução, porque numa arte como esta há sempre algo novo para aprender — e o objetivo é que cada faca seja um pouco melhor do que a anterior.
Hoje, cada faca continua a nascer da mesma forma: uma de cada vez, feita à mão, com tempo e com cuidado, desde a forma da lâmina até ao último ponto da bainha.
Não faço facas para ficarem numa vitrina. Faço-as para acompanhar quem as leva, durante anos, em cada fogueira e em cada trilho.
— Arménio