Antigo Egito · c. 2000–1100 a.C.
O khopesh nasceu das espadas em forma de foice usadas na Mesopotâmia e em Canaã, e chegou ao Egito por volta de 1700 a.C., provavelmente através dos Hicsos, os povos asiáticos que dominaram o norte do país. O nome significa “pata dianteira”, porque a lâmina de bronze, reta junto ao punho e depois fortemente curva, lembra a perna de um animal. O gume ficava do lado de fora da curva, e a ponta em gancho servia para prender o escudo do adversário.
No Império Novo, o khopesh tornou-se a arma de prestígio do exército egípcio. Os faraós aparecem nos relevos dos templos a erguê-lo sobre os inimigos derrotados, e os deuses são representados a entregá-lo ao rei como sinal de vitória. Tutankhamon foi sepultado com dois exemplares, um grande e um pequeno, hoje expostos no Grande Museu Egípcio, junto às pirâmides de Gizé.
Por volta de 1100 a.C., com a chegada do ferro e de novas formas de combate, o khopesh desapareceu dos campos de batalha. Mas nunca saiu da imaginação: a sua silhueta curva é hoje uma das imagens mais reconhecíveis do Antigo Egito, e um dos primeiros exemplos de uma lâmina que era, ao mesmo tempo, arma de guerra e símbolo de poder real.
Valores típicos: as peças históricas eram feitas à mão e variam de exemplar para exemplar.